quinta-feira, 30 de junho de 2011


Está na hora de encarar a folha branca da agenda e não escrever. O costume é marcar o compromisso e depois adiar, que não deixa de ser uma maneira de ainda cumpri-lo.

Tempo é ternura. Perder tempo é a maior demonstração de afeto. 
A maior gentileza. Sair daquele aproveitamento máximo de tarefas. 

Ler um livro para o filho pequeno dormir. Arrumar as gavetas da escrivaninha de sua mulher quando poderia estar fazendo suas coisas. Consertar os aparelhos da cozinha, trocar as pilhas do controle remoto. Preparar um assado de 40 minutos. Usar pratos desnecessários, não economizar esforço, não simplificar, não poupar trabalho, desperdiçar simpatia. Levar uma manhã para alinhar os quadros, uma tarde para passar um paninho nas capas dos livros e lembrar as obras que você ainda não leu. Experimentar roupas antigas e não colocar nenhuma fora. 

Produzir sentido da absoluta falta de lógica.
Tempo é ternura.

O tempo sempre foi algoz dos relacionamentos. Convencionou-se explicar que a paixão é biológica, dura apenas dois anos e o resto da convivência é comodismo.

Não é verdade, amor não é intensidade que se extravia na duração.

Somente descobriremos a intensidade se permitirmos durar. Se existe disponibilidade para errar e repetir. Quem repete o erro logo se apaixonará pelo defeito mais do que pelo acerto e buscará acertar o erro mais do que confirmar o acerto. 

Pois errar duas vezes é talento, acertar uma vez é sorte.

Acima da obsessão de controlar a rotina e os próximos passos, improvisar para permanecer ao lado da esposa. Interromper o que precisamos para despertar novas necessidades.

Intensidade é paciência, é capricho, é não abandonar algo porque não funcionou. 
É começar a cuidar justamente porque não funcionou.

Casais há mais de três décadas juntos perderam tempo. Criaram mais chances do que os demais. Superaram preconceitos. Perdoaram medos. Dobraram o orgulho ao longo das brigas. Dormiram antes de tomar uma decisão.

Cederam o que tinham de mais precioso: a chance de outras vidas. 
Dar uma vida a alguém será sempre maior do que qualquer vida imaginada.


@CARPINEJAR   ~   http://carpinejar.blogspot.com/

sexta-feira, 24 de junho de 2011

"Você sabe que não sou mulher de arrependimentos, de olhar pra trás, essas coisas. A gente tem que mirar no alvo e atirar, pronto, foi. A flecha não volta. Se acertamos ou erramos, não tem volta.
Foi assim que levei a vida sempre..."
Martha Medeiros

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"Ma belle, viver bem não é para amadores. Puxe para si a responsabilidade de encerrar de vez essa inimizade estéril, esse desgaste emocional tão nocivo à pele e ao humor. Você não é uma menina, é uma mulher. E uma mulher deve saber discernir o que é, de fato, uma derrota e uma vitória.
Derrota é quando a gente ganha dos outros, mas desiste de si mesma."

Martha Medeiros, Tudo que eu queria te dizer




"Você se sente em casa dentro do seu próprio corpo?
 
Muitos não passam de hóspedes de si mesmos...

Estar em paz é aceitar serenamente que você não tem todas as armas para conquistar o que deseja, não tem munição suficiente para levar todos os seus planos adiante e não possui um exército que diga amém para todos os seus delírios.
Você está só e é um sujeito heróico dentro do possível. Costuma ir à luta por um emprego, por um amor, por grana, por objetivos razoáveis, e quando não dá certo, não dá, e quando erra, paciência, e quando acerta, oba, e quando está cansado, se recolhe, e quando está triste, chora, e quando está alegre, vibra, e quando enxerga longe, vai em frente, e quando a visão embaça, freia, e quando está sozinho, chama, e quando quer continuar sozinho, não chama.
Primeiro passo para a paz: reconciliar-se consigo próprio.
É o que a gente pode fazer de mais concreto, por mais abstrato que pareça."
Martha Medeiros



"A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!"

(Mario Quintana)

O mais novo e revolucionário.

Constrói rodas gigantes em frente ao céu, a paisagem interna do coração, faz esperanças esvoaçarem a tempestade preto e branco.
 

Faz sublime uma noite vazia.

Um abraço no meio na multidão, um abraço em uma sala vazia, um abraço para o mundo quente denovo, um abraço para o nada, um abraço para um tudo, um abraço para um antigo sonho, para uma atual vontade resgatada. Um abraço para um futuro, ou não, um futuro fofo e doce, um futuro sonho realizado, um futuro raio de esperança em ser feliz. Um futuro pegar de mão delicado, um amor prazeroso, um amor com risos irônicos e doces ao mesmo tempo, um amor com histórias pra contar, um amor engraçado, de segunda a sexta-feira, um amor parceria, um amor mais que beijo, um amor mais que carne e ao mesmo tempo carne, um amor abraço.

sábado, 11 de junho de 2011

Pensar é muito relativo. Viver é relativo. Posicionar ou direcionar é relativo. Dirigir seila, também deve ser. O mundo é relativo e as coisas que fizemos na vida também são.

Podemos olhar pra traz e não gostar de muitas coisas que vemos. Podemos olhar pra frente e não gostar também. Podemos apenas não gostar. Temos esse direito de opinião. Precisamos tê-lo. Precisamos nos expressar, nos dirigir, a vida é uma eterna posição mas, quantas vezes vamos mudar de ideia? Quantas vezes ja mudamos? Quantas vezes vimos, indefesos, impotentes e intactos, nossos herois cairem?

Quantas vezes caimos? Dentro de nós mesmos, fora de nós. Quantas vezes consseguimos estar presentes? Viver em pé e peso, viver ali, viver atento, os melhores momentos de nossa vida.

Quantas coisas pudemos fazer e não fizemos? Quantos dias demoram para chegar um bom dia?
Não o que você acha que vai ser. Mas o que com certeza será. Quanta certeza você tem? Qual é o nível de certeza que você tem em você? E na vida? E em Deus?

Por quanto tempo você ja ficou 'na espera'? Aquele momento que tem tudo pra ser e você tem que esperar chegar afinal, ele ainda não tem tudo pra ser, ele ainda não é concreto, não é asfalto, ele ainda não é caminho e talvez possa nem vir a ser.

A questão é que estamos sempre esperando. Mesmo quando nos distraimos, a vida é uma infinita espera advinda de momentos compostos de emoção e glória que sabemos que alguma hora ira vir para justificar nossa existencia acima de tudo.

Existencia. Todos existem. Mas quem vive? Quem ta aqui fazendo valer a pena a coisa toda? O todo inteiro de viver? Quem ta aqui pra valer viver? POR FAVOR ALGUÉM FAÇA VALER A PENA A VIDA, a  morte, e todos os confins que a nossa seleta hipocrisia não nos deixa enxergar.

Havia tempos em que a certeza não era tão rara. Tempos velhos, pois hoje, em meio a tanto tumulto, nem nós somos certos e quando é que vamos esperar coisas certas se alguém?

Talvez quando raros em apuros consseguirem nos orquestrar respostas dignas para todas essas sublimes perguntas. Até la! Espero.

sábado, 4 de junho de 2011

O dia amanhece e ja não penso mais como ontem.
Libertei a alegria para o belo. Belo, ainda, confesso, que vem de dentro. Mas belo.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Enxugue essas lágrimas inúteis, levante este queixo e va tratar da vida. Faça tudo o que deseja fazer. Você acha que depois de morta vai ganhar um bônus? Uma prorrogação para tentar sair desse empate? Esqueça o empate. Vença. Perca. Ofereça a si mesma algum resultado.

Tudo que eu queria te dizer, por Martha Medeiros
E, depois de tanto tempo, sentia-se como se pudera ver estrelas. E de maneira diferente: sua vida não regia mais as infinidades sonoras de um ser, nem lhe pedia o tempo todo a atenção, embora perdesse a concentração por vezes, aquilo fingira não atrapalhar a vida. Contem-se ao longo do dia uma satisfação, pelas pequenas linhas perdidas de conspiração, pelo 'ver a vida vazia' em dias, por vezes, vencida, por vezes, perdida, por vezes, vazia, por vezes, sem rima.

É uma inquietação. Não se explica e também não se esta apaixonada. Se esta vazia, e como sempre esteve, preenchida. Se esta ao leu, se esta ao véu, ao vento e céu que cobrem o chão. Aonde vai toda essa paixão?

Daqui uns dias, se perde, em torno das vozes vazias. Vozes sem peso de amores, vozes sem peso de harmonia. E será que se formam correntes repreendidas? O que não é vazio? O que é cheio? Cheio seria?

Tantas duvidas se formam no interior de uma vida vazia. Mas não ta mais vazia e cheia é esdrúxulo.
Não acredito no possível. Sim, possível. O possível faz sentido.

Eu nunca fiz sentido.

Nunca lutei por algo racional embora eu seja. Acredito na razão do espaço, na razão da vida, eu acredito que penso firmemente no destino que merecemos, vindos de outra vida ou não, na vida que temos, nas coisas que estão marcadas pra nós. Eu acredito e o que é que há?

Sem tesão não há solução, ja afirmava em 190 pgs Roberto Freire que, com sua explicação histórica perfeita em elaboração científica não me deixa chegar aos confins de 'tesão no cotidiano'.

Pois bem, vou reler um Salvador Dali Surrealista e sentir a essência de toda a luz e liberdade que ele transmitia.


A vida é tao espera e tão momento. Tão intenso. É tão finito. É tão frequente. É tão, tormento. É tão, ao vento.
Pesso, a quem quer que seja, um unico dia. Onde os milagres sejam firmes e as ideias livres, onde o tempo pare um pouco de 'tic tac' cotidiano para uma flora sem brisas. Que o vento transforme montanhas e que em cada pedaço de terra tenha alguém que saiba o que fazer pra valer a vida. Que o céu seja pequeno perto doque são as alegrias e que os dias acabem em glória mesmo sem ter fim o dia.


Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
Pablo Neruda, um dos mais importantes poetas chilenos


Mocidade, portanto, ergue o teu grito,
Sirva-te a crença de fanal bendito,
Salve-te a glória no futuro - avança!
Augusto dos Anjos